Esse ano passou depressa. Na verdade os anos estão passando cada vez mais depressa. Uma professora, em uma palestra que fui em novembro, falou sobre a subjetividade do tempo: quanto mais afazeres nos propomos, quanto mais compromissos marcamos, mais o tempo corre. Lembro que na hora comecei a divagar sobre essa subjetividade. Porque por mais que o ano tenha voado, 2013 me parece outra vida. Coisas que lembrava com clareza, já demandam esforço para vir à mente. Pessoas, com quem costumava conviver diariamente, começam a desvanecer... Primeiro o sobrenome, depois o nome, até as feições se apagarem e não restar nada. É assustador e, ao mesmo tempo, incrível. Dores e feridas que permaneciam abertas, deixaram somente a cicatriz, que vez ou outra vejo quando me olho no espelho. Pessoas que me atingiam profundamente passam por mim na rua sem que eu me dê conta de suas existências.
Nunca cresci tanto quanto esse ano - talvez seja o fato de estar saindo da adolescência e entrando nessa fase um tanto confusa, sem ser adolescente e sem ser adulta. Aprendi a aceitar minha personalidade. Aprendi a me portar. Aprendi a amar o espelho. Verdadeiramente amar. Aprendi o que é ser respeitada. Aprendi que cada ser humano é incrível e complicado, não importa o que digam. Aprendi a aceitar meus defeitos e mudar. Aprendi a ter amigos.
Também descobri outra infinidade de coisas. Descobri o que é feminismo (e salvei minha vida). Descobri a poesia e seu poder de consolo. Descobri que me importo com política um pouco mais do que faz bem para a saúde. Descobri que sei escrever e que posso até ter um futuro nisso. Mas o mais importante de tudo: descobri que as pessoas são passageiras em nossas vidas, não podemos obriga-las a ficar. Elas passam, deixam sua marca e depois seguem em frente. Algumas ficam semanas, outras meses e, poucas, anos. E não podemos sofrer por isso.
Mas gostaria de fazer alguns agradecimentos especiais. À Emanuela, por me fazer ir além. À Valquíria, por me mostrar o quão lindo é ser você mesmo. À Amanda por acreditar em mim. Ao Tom por sempre saber o que dizer. À Julia, por me ensinar o quão importante é defender o que acreditamos. À Laís, por estar sempre aqui. À minha mãe, Silvana, por me mostrar que nunca é tarde para perseguir seus sonhos. Obrigada a todos que me ajudaram a crescer esse ano.
(E quem sabe, um dia, esses agradecimentos não apareçam no início de um livro?)
oi leti, sucesso e realizaçoes nesse ano amiga, feliz 2015 <3 esta passando realmente muito rapido, daqui a pouco é 2016 kk
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